DIVISÃO DE CIÊNCIA
FEDERAÇÃO DA FROTA
ESTELAR DE SÃO PAULO

 



 

BASE DAS CIÊNCIA MODERNAS
.
UM BERÇO DAS IDÉIAS DA CIÊNCIA

Por:
Contra-Almirante Sandro (Gork)


Introdução:

Este texto de a finalidade de inferir alguns dados sobre algumas descobertas científicas e tecnológicas, que no inicio apenas fizeram parte do imaginário da humanidade, corroborando a teoria de que a hipótese vem antes do teste, mesmo que a hipótese seja fruto da imaginação de outra pessoa, não ligada diretamente com o mundo da ciência ou da tecnologia.

( I )

Leonardo da Vince (1452 – 1519) multitalento italiano, talvez tenha sido um dos maiores gênios da engenharia da história. Embora seja mais conhecido por seus quadros, como “La Gioconda”, e por suas esculturas, como, “La Pietá”, foi um dos primeiros gênios conhecidos a se utilizar de projetos e hipóteses para criar coisas cientificamente.

Podemos dizer que de entre seus trabalhos mais importantes, estão o esboço do primeiro batiscafo, o primeiro escafandro, e também o primeiro helicóptero.

O primeiro batiscafo testado foi criado por Auguste Piccard e testado, sem tripulantes em 1948.

O primeiro escafandro em 1819 por Augusto Siebe, e o primeiro helicóptero voou em 1907, em projeto de Paul Cornu; mas o primeiro controlável, foi em 1937, demonstrado por Hanna Reitsch, na Alemanha.

Podemos ver claramente que as idéias de da Vince, não ficaram perdidas, ou, se foram esquecidas, de alguma forma foram redescobertas em outro período, mesmo que sem o conhecimento de uma versão prévia. Isto indica a necessidade da humanidade em uma solução para um problema.

Certo que da Vince era um inventor, mas poucos de seus projetos saíram do papel.

( II )

Continuarei este texto lembrando as idéias de um dos maiores escritores de todos os tempos: Julio Verne.

Julio Verne (1828 – 1905) foi um escritor francês e considerado o pai da ficção científica, tendo suas principais obras sido publicadas entre 1863 e 1904. (1)

Como uma continuidade do trabalho de da Vinci, Verne criou seu próprio submarino autônomo, movido à eletricidade em seu livro “20000 léguas submarinas”.

Em 1870. Seus tripulantes viviam sob a água durante muito tempo.

Na realidade, o primeiro submarino autônomo surgiu em 1905, após sucessões de experimentos, ora fracassados, ora limitados em sua profundidade ou autonomia (2).

Em seu livro “Da Terra à Lua”, escrito em 1865, o escritor teve a idéia de utilizar um canhão para mandar um projétil balístico tripulado à lua.

Sua idéia teve seguidores, e em 1961, com um projeto, e não apenas uma hipótese (mudou-se a propulsão de externa para interna), Iuri Gagarin, foi ao espaço, e em 1969, houve realmente o pouso do Homem na lua.

Foram aproximadamente 100 anos no desenvolvimento do projeto de algo criado como ficção.

Mas este desenvolvimento não para por aí: a partir dos trabalhos de Verne, alguns homens previram viagens interplanetárias. H.G. Wells, em “A Guerra dos Mundos” de 1898 fez supostos habitantes de Marte invadir a Terra, em espaçonaves, por exemplo, - além de brincar com a genética (“A Ilha do Dr. Moreau” 1896)(3), em um nível mais perto do atual do que as experiências de Gregor Mendel, realizadas em 1856.

( III )

Entre os eventos do homem no espaço, e o pouso na lua, outro escritor criou todo um universo baseados em viagens interestelares. Eugene Roddemberry criou Jornada nas Estrelas (Star Trek), série televisiva, onde existe a exploração da Galáxia em uma espaçonave.

Nesta série, de modo otimista, e com uma filosofia seguida por muitos hoje, inclusive no meio científico, Gene erradica a pobreza e maioria das doenças da humanidade (criando outras).

Seu primeiro capítulo foi ao ar em 1966, e trazia uma tripulação com varias etnias, inclusive um russo em plena guerra fria. (4)

A série mostra uma serie de instrumentos tecnológicos que hoje até já foram suplantados por tecnologias mais modernas.

Comecemos pelo sistema de comunicação móvel.

Os celulares via satélite entraram em operação em 1999, trinta anos depois do fim da série, e os celulares convencionais foram criados em meados dos anos 80, de forma analógica, já com menos problemas do que os aparatos vistos na TV, um dos parelhos mais conhecidos é o StarTAC.

O Aparelho lembra a série não só pelo seu nome no inglês, mas também pelo seu design semelhante imortalizado pelo “Capitão Kirk”.

Outro produto que foi idealizado na série foi o disquete de armazenamento de dados, onde o primeiro foi criado pela IBM, em 1969, e tinha oito polegadas.

O de três polegadas e meia, similar ao visto na serie surgiu em 1982.

Hoje temos os CDs e DVDs, e mesmo a memória flash, que são meios mais rápidos e melhores para o armazenamento de dados.

E está em desenvolvimento um sistema holográfico de armazenamento.

Na série também nos deparamos com uma forma de propulsão que estava começando a ser estudada, a propulsão iônica.

A primeira missão espacial a utilizar desta forma de propulsão foi o SERT, nos anos de 1970. (5)

Outras tecnologias “derivadas” da série foram os PDAs, comumente chamados de Palm, ou Pocket PC.

Em uma série derivada, que surgiu em 1987, “Jornada nas Estrelas, a Nova Geração”, trouxe à vista as telas de LCD para computadores, e também aparelhos muito comuns em diagnósticos clínicos de atividade cerebral, os aparelhos de Ressonância Magnética que fotografam o cérebro em atividade, e foram desenvolvidos em 1993 na Universidade Yale.

O Ciberespaço, popularizado com o advento da Internet em 1990, teve seu nome derivado do livro Neuromancer, de 1984, escrito pelo americano W. Gibson.

No desenvolvimento dos Robôs, ou autômatos, podemos citar a peça R.U.R, de Karel Capek (1921) (6), o filme Metrópolis, de 1927, com sua robô (7), e os diversos livros de Isaac Asimov, durante as década de 1950 e 1970.

Conclusão:

Com base nos dados colhidos dos livros e das séries e as datas das criações ou aperfeiçoamento das várias técnicas, posso concluir que embora sejam criações de pessoas em sua maioria não ligadas ao desenvolvimento da ciência ou da tecnologia, suas obras inspiraram outras pessoas a tentar desenvolve-las e com sucesso (helicópteros, submarinos, foguetes), ou refutálas, e a surpresa é que algumas vezes, as idéias foram substituídas e melhoradas (celulares).

Posso perceber que algo criado de modo irracional (artistas usam a paixão), nas mãos certas, se torna racional e possível.

Vejo também que as hipóteses e idéias (conhecimento científico), mesmo que de forma literária (robôs, viagens espaciais) apresentam uma dinâmica e uma evolução.

As palavras empregadas em ciência derivam, sem questionamento, de seus pares culturais (robô, ciberespaço).

Como são trabalhos não científicos, estão sujeitos ao falseamento podendo se tornar realidade na mãos de alguns poucos que testam as idéias.

Em caso de falseabilidade por não existir tecnologia avançada para os testes, as teorias não podem ser consideradas não-ciência, mas permanecem como ficção cientifica, para que se um dia a tecnologia avançar, estas possam ser novamente testadas, para aí sim, permanecer indefinidamente no campo da ficção.

Bibliografia:

(1) Julio Verne, www.wikipedia.com.br – acessado em 20/07/2007,

(2) Groeb, G: The Invention Of The Submarine acessado em 22/07/2007, no endereço; http://www.vectorsite.net/twsub1.html,

(3) H. G. Wells, www.wikipedia.com.br  – acessado em 22/07/2007,

(4) Star Trek http://www.ffesp.com  acessado em 01/08/2007,

Star Trek http://www.startrek.com/startrek/view/index.html  acessado em 01/08/2007,

(5) Glenn Research Center (NASA) Ion Propulsion http://www.grc.nasa.gov/WWW/ion/overview/overview.htm, acessado em 01/08/2007,

(6) Karel Capek, http://www.citi.pt/educacao_final/trab_final_inteligencia_artificial/karel_capek.html, acessado em 06/08/2007,

(7) Metrópolis - http://www.imdb.com/title/tt0017136/, acessado em 08/08/2007.

 




VIDA LONGA E PRÓSPERA......!


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